Tomar a Mãe na Visão Sistêmica

Constelação Sistêmica Familiar de Bert Hellinger

Quantas vezes nós imaginamos como nossa mãe poderia ter agido, ou como deixou de nos acolher, até de nos respeitar? Quantas vezes sentimos raiva por termos nossos sentimentos negligenciados nos causando dor e sofrimento?

Isso acontece o tempo todo em famílias comuns, especialmente as disfuncionais onde não houve a presença de um pai, ou ainda que houve muito conflito interno, falta de auto responsabilidade onde a criança precisa ser a adulta e se responsabilizar pelas emoções dos próprios pais. O sentimento de rejeição é uma das feridas mais profundas, que corroi os caminhos da vida, destrói os sonhos e aumenta a dor.

Dentro do olhar sistêmico, tudo tem um porque. Se sentimos rejeição de nossa mãe, é porque escolhemos ela para trabalhar essa ferida seguido de uma auto evolução profunda. Ela é a melhor mãe que poderíamos ter dito para criar o caminho do despertar e entendimento sobre a vida. Apesar da dor envolvida, o importante é caminhar para o perdão interno e a consideração que nossa mãe fez tudo o que poderia ter feito, com as ferramentas que tinha e dentro da sua própria jornada de conseguir oferecer as coisas que pode oferecer.

Nossa mãe é um ser humano comum, o importante é perceber que esse acolhimento que a criança interior busca e passa uma vida almejando, talvez nunca aconteça. O adulto que tem a ferida da rejeição, passa anos de sua vida para se encaixar na percepção que acredita que vai ser mais aceito e valorizado pela mãe. No entanto, a mãe pode nunca oferecer esse afeto, porque provavelmente também não tenha recebido dentro da sua linhagem ancestral.

Quando se aceita a mãe e aprende a se auto acolher, se desfaz o vazio e os bloqueios energéticos criados pela raiva e insatisfação. Somos cópias de nossos pais, por mais que muitas vezes não queremos aceita-los, se rejeitamos partes deles, também rejeitamos a vida. Rejeitamos a prosperidade e a abundancia.

Segue uma meditação que precisa ser feita todos os dias, por pelo menos 60 dias. No processo de tomar a mãe para si, deixar ela emergir em seu coração, nas suas células, nas formas que te fazem existente e pertencente do mundo. Deixe fluir e acredite no processo da harmonia sistêmica.

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