Os Limites da Consciência

“Conhecemos a consciência como um cavalo conhece o cavaleiro que monta, e como um timoneiro conhece as estrelas pelas quais calcula sua posição e orienta a si mesmo. O problema é que o cavalo é montado por muitos cavaleiros, e no navio muitos timoneiros olham para muitas estrelas. É importante saber a quem os cavaleiros obedecem, e que direção o capitão indica o navio” Bert Hellinger

Dentro da constelação familiar aprendemos a despertar para os laços invisíveis que nos ligam a nossos ancestrais. Esses laços nos trazem força, identidade, missão, mas também podem trazer direções que não fazem mais sentido nessa geração. Por muitas gerações os ancestrais podem desempenhar papeis de certas maneiras, através de crenças enraizadas, mas em algum momento essa linhagem pede um despertar. Um espaço para o questionamento. Será que estou indo para a direção que meu coração e propósito pulsam? Ou será que estou indo para uma direção de forma inconsciente, para caminhos que não conectam com a individuação da alma?

A fidelidade ancestral é algo muito intenso, e requer uma grande quantidade de coragem para caminhar para uma direção que ainda ninguém foi. Sem mapa, sem reconhecimento de campos já acessados ou familiares. No entanto, tem momentos que a linhagem exige exatamente isso. Ou se caminha para o novo, ou se perde uma roda cíclica de volta para um sofrimento e uma vida que já não se sustenta.

” O discípulo perguntou para o mestre: Diga-me o que é liberdade. O mestre responde, que a primeira liberdade é a estupidez. Lembra que é o cavalo que relinchando derruba o cavaleiro, só para sentir depois o seu pulso ainda mais firme. A segunda liberdade, é o remorso. Lembra do timoneiro que, após o naufrágio, permanece nos destroços em vez de subir no barco salva vidas. E a terceira liberdade, é a compreensão. Ela sucede á estupidez e ao remorso. Assemelha ao caule que se balança com o vento, por ceder onde é fraco, permanece em pé.

Ele continua: As pessoas acham que são elas que buscam a verdade de suas almas. Contudo, é a grande alma que pensa e procura através delas. Como a natureza, ela pode permitir-se muitos erros porque está sempre e sem esforço substituindo os maus jogadores. Mas aquele que a deixa pensar ela concede, as vezes, certa liberdade de movimento. E, como um rio que carrega um nadador que se deixa levar, ela o leva até a margem, unindo sua força á dele” Bert Hellinger

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