O Amor Não Dói

“Não podemos nos acostumar com nada que machuca” Anahy DÁmico

Quantas se abandona o radar interno e se caminha pela vida tentando suprir as carências, sentimentos de abandono, humilhação e não pertencimento? As vezes apenas queremos ter alguém ao lado, alguém em quem pensar, alguém para preencher o vazio interno. No entanto, será que esse alguém é a pessoa que projetamos? Ou apenas vemos alguém que queremos ver para se convencer que está tudo bem, quando no fundo não está.

Se não fazemos terapia e não trazemos para consciência, continuamos a caminhar por meios perigosos e longe de onde deveríamos de fato estar. A Terapia abre os olhos para os caminhos internos. A bussola interna é aquele mestre interior, aquele que pulsa dentro do coração, que precisamos seguir para conseguir onde a essência gostaria.

Nenhum ser humano nasceu para sofrer. Numa relação se não existe uma troca e respeito não é uma relação. Precisamos reconhecer o que merecemos. Nos abrir para meios que entendemos que somos dignas de amor sincero, de afeto, conforto e carinho. Quando a relação caminha para uma dependência emocional, onde existem a normalização de conflitos contínuos, medo, culpa, humilhação e vergonha, já não é um relação e sim uma violência.

Talvez você não sente que tem algo errado com aquele homem, sendo que toda a sua família adora, sua mãe aprova. No entanto algo dentro de você apita, algo em você se sente incomodo com a relação e ignora muitas bandeiras.

Mas a pergunta que vem a tona. Como me deixo abusar? Como me envolvo com pessoas que nem sequer respeito?

” A lição é que a tendência a embarcar num relacionamento abusivo nasce também o medo do abandono e da falta de repertório sobre relacionamentos saudáveis” Anahy Dámigo

o Amor é generoso, ele protege, conforto, acolhe, empodera e é respeitoso. Numa relação quando existe a dominação e controle de como o outro deve ser e agir, está muito distante do amor e por tanto de ser saudável. Muitas de nós aprendemos que amor é servir as necessidades do outro, ao invés de ser livre para ser a si mesmo e se ajudar mutualmente.

Nossa resistência não nos deixa fazer o que precisamos. Temos aquele inimigo interno que não nos permite se libertar, se permitir caminhar para um lugar que não se precisar servir o tempo todo, que pode ter tranquilidade. Existe muita resistência ao amor, ao que é bom, porque estamos acostumados que tudo precisa ser difícil e romantizamos o sofrimento. Por isso, se cegou até aqui, se deixe ser quem gostaria, se permita ser amado, trocar com aquele que tem conexão e pulsa algo dentro de você além do medo. Que pulse mais amor e bem estar.

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